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14/12/2020

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Pesquisa sobre mobilidade e baixas emissões revela conscientização do uso de meios sustentáveis

mobilidadeO Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançou a pesquisa Mobilidade de Baixas Emissões, Qualidade do Ar e Transição Energética no Brasil para mostrar a percepção do brasileiro sobre a conexão entre os combustíveis fósseis, poluição do ar e mudanças climáticas. O levantamento aponta aumento da consciência da população em relação ao uso de motores à combustão e disponibilidade para a adoção de meios mais sustentáveis.

Dentre os entrevistados, 82% concordam que o uso de combustíveis fósseis é a principal causa das mudanças climáticas, o que representa aumento de 11% em relação a 2017. A vontade de substituir essas fontes de energia foi evidenciada em 67% que declararam dispostos a abrir mão do seu transporte individual por um meio de transporte mais limpo. Ainda sobre essa conscientização, o estudo indicou que 92% gostariam de ter acesso a ônibus elétricos e trocar carros e motos por outros meios de transporte mais limpos, como bicicletas, patinetes, trem ou metrô.

Meios de transporte como o metrô e a bicicleta ficaram nas primeiras posições na preferência do público, lembrados, respectivamente, por 29% e 27% dos entrevistados. Quando os dados são comparados com a mesma pesquisa realizada em 2017, há uma mudança significativa no padrão daquilo que é entendido como “transporte ideal”. Se em 2017 o carro era a forma de transporte almejada para 30% dos brasileiros, esse grupo caiu para 19% em 2020. O metrô e a bicicleta, que representavam, respectivamente, 12% e 16% em 2017, cresceram para 29% e 27%.

Políticas públicas
O levantamento também confirma a predominância na utilização dos ônibus como transporte principal para 42% dos brasileiros entrevistados. As bicicletas ficaram em segundo lugar, com 19%, seguidas pelo carro (14%). Pesquisas como essas que refletem o comportamento e a opinião da população são importantes ferramentas para subsidiar priorização dos investimentos e a criação de políticas públicas locais, pois a diversidade de opções de deslocamentos proporcionam o desenvolvimento local e maior acesso aos serviços públicos.

As políticas federais e os incentivos à mobilidade ainda são pautados em financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) e faltam o Plano Nacional de Mobilidade, integração modal e territorial além de um sistema de financiamento que inclua União, Estados e Municípios. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) lembra que o incentivo ao transporte motorizado resulta em tributação federal, mas não há direcionamento desses recursos para o transporte coletivo e ativo local, conforme previsto na Lei 12.578/2012 (Plano Nacional de Mobilidade Urbana). Outro ponto é a falta de regulamentação do transporte, considerado direito social na Constituição Federal.

Poluição
O levantamento trouxe também um recorte sobre a qualidade do ar, identificado como ruim ou péssimo por 29% dos entrevistados. Outros 42% classificam como regular e 28% definem como ótima ou boa. Eles ainda apontaram como causa principal para a poluição do ar os carros (42%), as indústrias (19%), ônibus (18%) e caminhões (11%). Cerca de 86% da população compreende que os combustíveis fósseis são poluentes. A região sudeste é a que tem pior avaliação da qualidade do ar. A CNM destaca que esse fator se deve a maior concentração urbana encontrada na região.

A pesquisa identificou ainda que a população de menor renda é a que mais sente os efeitos da poluição. O levantamento foi realizado em março de 2020 com 2 mil entrevistados. Saiba aqui mais detalhes do estudo.  

Na próxima quarta-feira, 16 de dezembro, será realizado um debate sobre a pesquisa temáticas relacionadas aos impactos das políticas de mobilidade sustentável na qualidade do ar e seus benefícios para a saúde pública. Além disso, será lançada a publicação Acelerando melhorias da qualidade do ar nas cidades. Os interessados podem acompanhar a transmissão aqui.

Foto: Agência Senado

Da Agência CNM de Notícias

 


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