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16/05/2019

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Mudanças climáticas e alternativas viáveis aos Municípios são tema de painel na CNM

16052019 EventoONU SirkisRelacionando a Nova Agenda Urbana com as Mudanças Climáticas. Este foi o tema do segundo painel do dia do programa Internacional de Cooperação Urbana. Promovido pela União Europeia e ONU Habitat, o evento foi realizado na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta quinta-feira, 16 de maio.

Na oportunidade, representantes de diversos órgãos, em conjunto com os gestores locais, trataram dos grandes desafios encontrados, bem como a participação dos Municípios, para alcançar as metas da Nova Agenda Urbana no que tratam as mudanças climáticas. Dados apresentados pelo representante do ex-fórum das Mudanças Climáticas, Alfredo Sirkis, mostram a gravidade do problema se ele não for tratado. “Do jeito que as coisas vão no planeta, estamos apontados para um aumento de temperatura de 4,5 graus no planeta. Isso é simplesmente um inferno na terra. Se o acordo de Paris foi religiosamente cumprido, estamos na trajetória de 3 graus, que é também um inferno na terra”, disse.

Entre as alternativas iniciais, o representante reforçou que não há preparo de toda uma população para eventos extremos, sendo necessários informá-los e orientá-los sobre como agir, o que fazer e para onde ir nesses casos. Durante o debate, Sirkis ressaltou que existem emissores das cidades e emissores nas cidades. “Existem tipos de emissão que vêm e são provocadas por coisas que são reguladas ou licenciadas no âmbito Estadual ou Federal. O que a prefeitura pode fazer a respeito? Algo indiretamente, como podemos ter uma forte fiscalização sobre a fumaça negra e uma série de regras de controle da poluição dos veículos e sobretudo ter uma política de desestimule o transporte individual e estimule o transporte coletivo movido a eletricidade, gás, entre outros”, complementou.

16052019 EventoONU AnaEm seguida, a representante do Instituto Clima e Sociedade, Ana Toni, iniciou a fala ressaltando que 55% da população mundial já é urbana. No Brasil, já são 85% da população que vive nas cidades. Não tem como falar de mudanças climáticas sem falar de espaço urbano. “O problema de mudanças climáticas no mundo e no Brasil não será pensado e resolvido sem que a gente consiga trabalhar um pouco com as cidades. Na maioria dos países, se você pegar as três maiores cidades, com exceção do Brasil que é desmatamento, ¼ dessas emissões vem dessas cidades”, disse.

Para começar, a sugestão da representante é a de fazer um inventário, um plano de mudanças climáticas com temas que afetam a população. “Temos que mudar e olhar o que dá para fazer. Nas cidades é onde temos que trabalhar com o clima. As cidades contribuem muito com as emissões, mas mais importantes são as que sofrem e sofrem diretamente com as mudanças climáticas. A nível federal mudanças climáticas podem ser vistas como algo do futuro, a nível local, nos Municípios, não é mais futuro. Dia a dia é inundação, seca, problema de infraestrutura, aumento de nível do mar. E isso já está acontecendo”, complementou.

16052019 EventoONU RIttiPor fim, o representante do Observatório do Clima, Carlos Ritti, reforçou que o tema mudanças climáticas deve ser pensado a nível de país e não de governo, sendo visto como uma agenda de oportunidades. “Enfrentar a agenda de clima significa aumentar a eficiência da nossa economia, nos diferentes setores, reduzir desperdício. Há muitas oportunidades, em especial no âmbito local de desenvolvimento de negócios, de setores, econômico, se os Municípios entenderem que a redução de emissões no seu território significa aproveitar as oportunidades econômicas que estão sendo geradas”, finalizou.

O evento Programa Internacional de Cooperação Urbana acontece até esta sexta-feira, 17 de maio, na sede da CNM em Brasília.

Por: Lívia Villela
Fotos: Victor Queiroz
Da Agência CNM de Notícias 


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