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25/11/2019

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Mobilização pelo fim da violência contra as mulheres destaca ambiente corporativo e projetos on-line

onu mulheresO período de mobilizações denominado 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres começou na quarta-feira, 20 de novembro, com objetivo de dar visibilidade às iniciativas de combate aos atos. Nesse sentido, projetos promovidos nos últimos anos por meio da internet, sites ou aplicativos devem ganhar destaque. A Organização das Nações Unidas (ONU) realiza uma série de ações até dia 10 de dezembro com foco no ambiente corporativo.

Anteriormente conhecido por 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a campanha lembra o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que ocorre nesta segunda-feira, 25. A iniciativa é promovida mundialmente desde 1991 com o apoio de diversas entidades e empresas. São 21 dias de ações, que começam no Dia Nacional da Consciência Negra, e se encerram em 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Este ano, com o tema UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres até 2030, a ação é promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops) e pela ONU Mulheres, e enfoca o engajamento das empresas no processo de garantir às mulheres uma vida livre de violências. A agenda concentra ações educativas nas escolas, instituições de ensino superior, abordagens públicas e ações nas comunidades.

Enfrentamento
Em outra frente, projetos de enfrentamento e de atendimento às vítimas, desenvolvidos pela internet devem ganhar destaque. Dentre eles, o Mapa do Acolhimento, que viabiliza o contato entre mulheres profissionais voluntárias e vítimas que não podem pagar por apoio psicológico e jurídico em razão de episódios de violência de gênero. A mulher se cadastra na plataforma, indicando o local onde está e o tipo de ajuda desejada. São 2,5 mil voluntárias em 900 Municípios.

As iniciativas Conexões que Salvam, Assédio Online e Salve Maria também merecem destaque. O primeiro reúne diversas informações e recomendações de locais onde buscar ajuda; o segundo trabalha com orientações, com foco em casos de violência na internet, como divulgação de imagens íntimas; e o terceiro oferece informações sobre os direitos das mulheres, indica canais de denúncia que podem ser acessados diretamente e traz um botão do pânico que pode ser acionado pela pessoa em situação de perigo.

Dica
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa sobre a ação e recomenda o envolvimento dos gestores locais para mudar a realidade nacional, de uma mulher agredida a cada quatro minutos. Ano passado, o Ministério da Saúde (MS) registrou 145 mil casos de violência - física, sexual, psicológica e de outros tipos, em que as vítimas sobreviveram. Ao destacar a cor laranja em seus canais de comunicação – que significa alegria, vitalidade, prosperidade e sucesso –, a Confederação lembra a campanha de conscientização

Segundo a CNM, as atividades devem envolver a sociedade civil, as escolas, as empresas, as famílias, as secretarias municipais e as organizações religiosas. Outra dica da entidade é envolver nos debates os temas direitos humanos, direito das mulheres e das meninas e as políticas locais de acolhimento e proteção. A fundadora do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM), Tania Ziulkoski, lembra que sensibilização para o tema pode ocorrer todos os meses, no dia 25. Durante a campanha de 2017, a fundadora destacou a iniciativa #ChegaDeAssedioNoTrabalho e convocou os gestores locais a se envolverem na iniciativa.

 

Por Raquel Montalvão, com informações da EBC e da ONU  
Foto: Divulgação
ADa Agência CNM de Notícias


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