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30/07/2021
Juventude negra também faz a diferença no municipalismo brasileiro
Para encerrar a semana em celebração ao Dia de Tereza de Benguela e Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, data que foi celebrada no último domingo, 25 de julho, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) entrevista a diretora de cultura do Município de Ibirapitanga, na Bahia, Elíada Oliveira.
O Brasil vive hoje o boom demográfico, ou seja, a população jovem do país chegou a um contingente que possivelmente não será mais atingido. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é atualmente composto por mais de 47,2 milhões de jovens, que representam cerca de 1/3 da população do país. As mulheres, por sua vez, representam 52% da população. E por isso é importante dar voz e visibilidade às mulheres jovens negras brasileiras.
Elíada Oliveira é uma dessas mulheres. A diretora de cultura destaca “ocupar esses espaços sempre vem de muita luta, vem de muita determinação por conta de todos os entraves que a gente encontra no caminho. Não vejo muitas mulheres ocupando esses espaços e eu acredito que não seja por querer, mas as dificuldades, a resistência de muitos para que a gente ocupe esses espaços, não só na política. Hoje ocupamos muitas áreas, mas com muita resistência”, destacou.
Em uma reflexão sobre a data, a diretora de cultura diz que “mulheres jovens negras na política em alguns espaços ainda são encaradas como ousadia, intrusa, muitos acham que essa menina não sabe o seu devido lugar”, pontuou. Um levantamento da CNM aponta que houve diminuição no quantitativo de jovens eleitos nas eleições municipais de 2020, somando 122 jovens, sendo 12 mulheres e 110 homens; em 2016 os números eram de 154.
O Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) encerra a semana alinhado ao seu compromisso de dar voz e visibilidade às mulheres que fazem parte e fortalecem a atuação das brasileiras no municipalismo.
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