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13/08/2020
Com o tema Inovar para incluir: novos caminhos para que as cidades sejam mais diversas e democráticas, o Summit Mobilidade Urbana 2020 ocorreu nesta quarta-feira, 12 de agosto, em versão on-line e gratuita. A área técnica de Trânsito e Mobilidade da Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanhou o evento, realizado pelo jornal O Estado de São Paulo.
A programação contou com diferentes abordagens, desde o enfrentamento a desigualdades socioespaciais até ações de mobilidade no combate ao novo coronavírus. Grandes nomes do segmento participaram dos painéis e mostraram o papel da inovação na consolidação de espaços urbanos mais justos e inclusivos. De acordo com os convidados, a construção de cidades mais diversas e democráticas pede novas formas de intervir no espaço.
Com tantas mudanças acontecendo, os debates precisam incluir diferentes atores; e, como o transporte é um direito social previsto na Constituição, a responsabilidade não é só dos governos e das empresas de transporte, mas de toda a sociedade. Alguns exemplos de cidades que já avançaram nesse sentido foram lembrados. Além de representante da China - a presidente da Didi Chuxing, Jean Liu -, o Summit teve apresentações da Secretaria de Mobilidade de São Paulo, da Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo) e de Porto Alegre.
Ganharam destaque ainda casos de planejamento urbano com mapeamento de perfis de usuários dos meios de transporte com o objetivo de democratizar o acesso para pessoas com deficiência e sem distinções de gênero. Além de projetos sociais de inclusão; e a necessidade de se discutir novos modelos de financiamento do transporte e a redução dos congestionamentos nos centros urbanos, principalmente de médias e grandes cidades.
Confira os destaques do evento listados pela área técnica de Mobilidade da CNM:
- Diversificar opções de deslocamento: secretária de Mobilidade de São Paulo, Elisabete França
A gestora da capital paulista destacou ações executadas pela prefeitura que ganharam força e prioridade neste momento de pandemia, incluindo o Plano de Segurança Viária de SP e o Plano Cicloviário, a aprovação do Estatuto do Pedestre (uma demanda antiga da população) e o Plano Emergencial de Calçadas (com meta de 1 milhão de calçadas).
- Enfrentar desigualdades socioespaciais: Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo)
A organização apresentou o case do projeto Bota pra Rodar, que transforma bicicletas ociosas em meios de deslocamento cotidianos em bairros periféricos da capital pernambucana. O projeto recolhe bicicleta doadas, promove cursos e oficinas gratuitas de mecânica para a comunidade, que faz a reforma dos equipamentos, e disponibiliza o sistema de compartilhamento pelo aplicativo. Qualquer Município pode replicar o projeto, que também capacita a população sobre empreendedorismo e turismo por bicicleta. Outro ponto positivo do uso do app são os dados levantados, como o número de ciclistas, que auxiliam o poder público na tomada de decisão.
- Pedágio de congestionamento: Porto Alegre
O pedágio de congestionamento é a taxação do transporte individual para custear o transporte público coletivo. Dentre as opções que poderiam financiar o transporte público coletivo e movimentar a economia local estão: tarifas para deslocamento em "zona azul", tarifa de estacionamento rotativo ou aumento de IPTU de área de estacionamento, percentual da venda dos combustíveis, etc.
- Reconectando as cidades diante da pandemia: caso da China e da 99
Jean Liu falou sobre formas de reconectar as cidades durante a pandemia com uso tecnologia. Ela apresentou números da 99, como quantidade de trabalhadores e de acidentes; e ações relativas à Covid-19, como distribuição de kits de proteção e placas que dividem motoristas e usuários, dando mais segurança a ambos.
Fotos: Summit Mobilidade; AmeCiclo