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05/04/2018

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Confederação reconhece ação do Reino Unido na luta contra a desigualdade de gênero

08032017 MDB MulherO parlamento do Reino Unido tem trabalhado por mais progressos na luta contra a desigualdade de gênero. Dentre as ações promovidas pelos legisladores, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) chama a atenção para a que prevê maior transparência na remuneração dos trabalhadores. A partir desta quarta-feira, 4 de abril, as empresas com mais de 250 funcionários terão de publicar a diferença salarial entre homens e mulheres, que ocuparem a mesma função.

As empresas que não divulgarem a informação, serão penalizadas com multa. A legislação é considerada um dos maiores avanços, nas questões de gênero no país, dos últimos 40 anos, segundo avaliação de analistas legais. A medida faz parte de um esforço do governo britânico contra a discriminação no mercado de trabalho.

De acordo com levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Reino Unido, mulheres ainda ganham 17% a menos que os homens. A Bélgica seria o país mais igualitário, com apenas 3% de defasagem. A nova lei deve influenciar grande parte da força de trabalho britânica, que representa cerca de 15 milhões de trabalhadores e 9 mil empregadores.

Todos os dados devem ser divulgados em um site do governo, e aquelas companhias que demostrarem a defasagem salarial de gênero serão encorajadas a divulgar planos de ação para a equiparação. O prazo para a publicação dos resultados termina agora em abril.

Os britânicos não são o único país a adotar nova legislação para combater a disparidade. A Islândia, que apesar de encabeçar o ranking de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial tem disparidade salarial estimada em 13,6%, debate em seu parlamento um projeto de lei exigindo que empresas com mais de 25 empregados provem que não têm discriminação de gênero.

Brasil
No Brasil, a estimativa da OCDE é de uma defasagem salarial de quase 20%, a maior entre os principais países da América Latina, incluindo a Argentina e o México. A Constituição brasileira também proíbe a discriminação de gênero. Além de reconhece a iniciativa, a CNM propõe debater a temática durante a XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Durante a programação do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) será promovida uma mesa com mulheres influentes que apesar dos desafios na trajetória profissional e pública galgaram espaços de destaque no meio em que atuam.

Com informações da BBC


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