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01/09/2020
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) há anos acompanha os problemas enfrentados pelos Municípios com a mobilidade. A entidade ressalta que eles são antigos e resultado da falta de uma política nacional de mobilidade efetiva, que integre o apoio técnico e financeiro entre os três Entes, viabilizando o alinhamento político e de consenso de diversos setores econômicos.
Para a CNM, a pandemia evidenciou esse problema e os impactos serão graves e duradouros. O uso do transporte público coletivo acima da capacidade, é um dos grandes desafios, nos horários de pico, e é um grande fator de disseminação da doença. Outro problema é o uso excessivo e imprudente do transporte individual, que pode aumentar o risco de acidentes e coibir o incentivo de modais ativos, como: bicicleta, patinete, pedestre,entre outros.
A entidade acredita que o estímulo ao uso de modais ativos e sustentáveis pode reduzir as emissões de gases do efeito estufa, melhorar as condições de vida no ambiente urbano e ao mesmo tempo ajudar quem se desloca para o trabalho ou à escola a manter a distância física necessária.
Considerando os desafios dos Municípios para planejamento e implementação de ações de mobilidade ativa, a CNM acompanhou o Webinar sobre o Guia de Infraestrutura Provisórias para Mobilidade Ativa.
O Guia será lançado oficialmente no dia 8 de setembro e mostra as várias ações em cidades no mundo que minimizem o impacto da pandemia, dentre elas está a adaptação das vias públicas devido à necessidade de distanciamento social nos deslocamentos urbanos e na prática de atividades físicas e também melhoria da qualidade do ar. Em Berlim foram implementadas ciclovias provisórias e foi publicado o documento Regulamentação para a instalação provisória e ampliação de Infraestruturas cicloviárias.
O debate contou com a participação de Danielle Hoppe (ITDP Brasil), Henrique Jakobi - Autor do Guia Infraestruturas Provisórias (Cicloiguaçu), Jéssica Lima (professora da UFAL/AL), Kelly Fernandes (Idec), Suzana Nogueira (UCB) Mediadora - Débora Rocha (Coordenadora do Fórum de Mobilidade Ativa, uma iniciativa de dez Instituições de Ensino Superior e a Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçu)
O Guia conta as experiência desde então, mostra exemplos de infraestruturas provisórias para a Mobilidade Ativa e medidas rápidas para adaptar as ruas no combate à pandemia e trata sobre soluções para o desenho das vias urbanas, formas para atrair pessoas para mobilidade ativa e formas de engajamento da população.
Exemplos internacionais
Algumas mudanças provisórias foram implementadas, mas se tornaram permanentes devido aos resultados positivos que podem estimular a retomada econômica. Seguem algumas ações pelo mundo:
Caso o seu Município esteja implantando alguma ações nos envie para: transito@cnm.org.br. As boas práticas não serão divulgadas neste ano por conta do período eleitoral, mas servirão como base para orientar, principalmente, os novos gestores para ações de enfrentamento e retomada econômica.
Retomada Econômica
No dia 7 de maio de 2020, os prefeitos do C40 se uniram para lançar a Força-Tarefa de Recuperação Global Mayors COVID-19, que que representa 750 milhões de cidadãos em cidades de todos os continentes, listaram ações para reconstruir cidades e economias de uma maneira que melhore a saúde pública, reduza a desigualdade e lide com a crise climática.
O comunicado do grupo de prefeitos lista iniciativas de ação climática, incluindo patrocínio para o transporte público e a expansão de redes de ciclovias, que podem ajudar a acelerar a recuperação econômica e fortalecer a igualdade social. Saiba mais aqui.
A meta é construir uma sociedade melhor, mais sustentável, mais resistente e justa, a partir da recuperação da crise de covid-19, alertando que os efeitos sociais e econômicos da pandemia serão ainda sentidos por muitos anos.
A CNM defende que a mobilidade é um tema transversal e muito impactado durante e no pós-pandemia, principalmente pela necessidade do distanciamento social e ações de segurança, recomendadas pelos especialistas de saúde.