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29/04/2019

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Acampamento Terra Livre 2019 pauta o fim da violência e questões de gênero

EBCO Acampamento Terra Livre 2019 reuniu comunidades indígenas de todo país, em Brasília, de 23 a 26 de abril. A 15ª edição da maior conferência de povos tradicionais do país contabilizou a participação de quatro mil pessoas e resultou em um documento com as principais pautas reivindicadas da comunidade. O manifesto público pede o fim da violência, da criminalização e da discriminação contra a população indígena.

Sob a liderança da Ro’Otsitsina Xavante, uma das porta vozes da causa, pela primeira vez, as mulheres indígenas saíram em marcha para chamar atenção para as questões de gênero de seus povos. Elas decidiram retornar à capital federal – no dia 5 de agosto – para se juntarem à Marcha das Margaridas – liderada por mulheres trabalhadoras rurais, em celebração ao Dia Internacional das Mulheres Indígenas. Tradicionalmente, as duas manifestações ocorrem no mês de agosto.

Durante o acampamento, ocorrido mais cedo este ano, as indígenas se reuniram em plenária para debater demandas prioritárias. Organizaram-se separadamente, de acordo com a região do país de origem, para elencar as pautas que pretendem defender. Os temas perpassam os levantados pela bandeira indígena de luta e preservação de seus territórios e do meio ambiente, de saúde e educação. E a violência de gênero foi levantada e ganhou evidência. “Nós mulheres não somos parte do povo, nós somos o povo”. Então, violando uma menina, violando uma mulher, você está violando o povo”, afirmou Ro’Otsitsina.

Campanha
No ano de 2019 a campanha liderada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) terá como recorte temático para o país o papel da mulher indígena e afrodescendente no campo. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) apoia a organização no Brasil, e destaca ações de empoderamento das mulheres indígenas e a Campanha global pelas Mulheres Indígenas: torná-las visíveis, empoderá-las, uma iniciativa promovida pela FAO – #MulheresRurais, mulheres com direitos.

A CNM é parceira da campanha e desde sua primeira edição no Brasil, em 2016, divulga as atividades entre as gestoras locais e em sua rede com demais associações municipalistas em toda a América Latina. Para assessora de Relações Internacionais da CNM, Thaís Mendes, por meio dessa sinergia, o trabalho e o esforço serão complementares para promover o empoderamento das mulheres, de forma conjunta com as lideranças indígenas.

Da Agência CNM de Notícias, com informações do El País


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