
Notícias
20/03/2019
Outono começou no Brasil com previsão de influência moderada do El Niño
Com o fim do verão, os próximos três meses serão de queda na temperatura e de folhas das árvores – fenômenos típicos do outono. A estação, que ocorre entre o verão e o inverno, começou nesta terça-feira, 20 de março, em todo o país e vai até o dia 21 de junho, às 12h54. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é 70% de probabilidade de influência moderada do El Niño em algumas regiões.
"As condições climáticas frequentemente associadas ao El Niño, como excessos de chuvas sobre a região Sul e a diminuição sobre a parte Norte e Nordeste do país, bem como uma tendência de aumento moderado das temperaturas médias na parte central, não estão descartadas e podem ocorrer de maneira irregular em alguns locais", sinaliza o Inmet.
Com a queda gradual de temperatura, nesse período de transição do verão para o inverno, algumas localidades começam a ficar mais secas e outras, como o Sul, podem ter período chuvoso e com presença de ventos. No Centro-oeste, por exemplo, é comum a ocorrência de dias nublados, com o final de manhã quente e noites frias.
Região
Além disso, o fenômeno El Niño deve agir com fraca intensidade, aumentando as temperaturas na região. Isso não impede que comecem a surgir as geadas comuns nas serras. A previsão do Inmet para cada uma das regiões do país é a seguinte:
• Norte: continuação de chuvas entre os índices normais e acima da média;
• Nordeste: chuvas com índices normais e abaixo da média; a diminuição da temperatura das águas próximas à costa deve reduzir os períodos chuvosos;
• Centro-Oesto: temperaturas acima da média; não se descarta a possibilidade da ocorrência das primeiras geadas e friagens sobre o Mato Grosso do Sul e sul de Goiás;
• Sudeste: Massas de ar frio devem ser registradas com maior frequência a partir de maio, mas as temperaturas devem ficar acima do normal; e
• Sul: chuvas acima da média em toda a região. A aquecimento da área oceânica próxima à costa da Argentina e mais acentuada favorece as condições de instabilidade atmosférica, com chance de chuva.
Outro fenômeno trazido pela mudança de estação é a incidência de doenças como gripe, pneumonia, sinusite, rinite, bronquite e laringite. O ar frio e as mudanças bruscas de temperatura são agentes multiplicadores de infecções e irritações do trato respiratório. Além disso, o ar úmido cria ambiente propício para a proliferação dos agentes nocivos. A área de Saúde da Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça que a gripe é a doença que mais registra aumenta e preocupa nesse período.
Dados
Segundo dados oficiais, nessa mesma estação em 2018, foram registrados 4,6 mil casos notificados de infecções, com aproximadamente 60% transmitidos pelo vírus influenza H1N1, cerca de 2.813. Desses, foram registrados 839 casos de mortalidade em decorrência dessa subcategoria de gripe, de acordo com números do Ministério da Saúde. Com base nesses dados, a área de Saúde da CNM alerta para a necessidade de os gestores locais prepararem suas equipes para ações de imunização e de combate à gripe.
Por conta do elevado número de casos registrados no Amazonas, nos últimos meses, a campanha nacional começou antecipadamente na região. Já são 666 casos suspeitos, deles 107 confirmados para H1N1 e 28 mortes confirmadas agora, em 2019. Outra doença que se torna mais comum nesse período, conforme alerta a CNM, é a asma. As principais características dessa doença estão ligadas ao sistema respiratório e os sintomas podem variar entre dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida.
Dicas
Como auxílio aos profissionais e a população, a CNM apresenta algumas orientações para diminuir as possibilidades de contágio ou melhora dos sintomas:
• evitar ambientes fechados, evitar proximidade com pessoas que estejam com imunidade baixa assim como aquelas que apresentem sintomas de gripe;
• procurar os postos de saúde para deixar em dia a vacinação contra a gripe;
• não realizar a automedicação e procurar um posto de saúde para verificar as condições de saúde e ter o melhor encaminhamento feito por um profissional que identifique e indique melhor o diagnóstico e as medicações necessárias;
• manter alimentação equilibrada e saudável e ambiente limpo;
• tomar sol para auxiliar a absorção de vitamina D, que ajuda na melhora do sistema imunológico;
• estar devidamente agasalhado em períodos de frio (momento propicio para que a gestão local possa promover campanhas de arrecadação de agasalhos para auxiliar a população carente ou em vulnerabilidade social); e
• praticar atividades físicas regularmente e beber bastante líquido, principalmente água.
Da Agência CNM de Notícias, com informações da Agemed e do Inmet
Fotos: EBC; Marcelo Camargo/Arquivo Ag. Brasil; Fernando Frazão/Ag. Brasil
Notícias relacionadas


