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17/08/2020

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Novos tornados no Sul do Brasil provocam destruição e morte em Santa Catarina

Flavio Junior Defesa CivilNovos tornados voltaram a acontecer na região sul do Brasil, deixando um rastro de destruição e morte. Na madrugada de sexta-feira para sábado, de 14 para 15 de agosto, tempestades, chuvas de granizo e rajadas de vento provocaram desespero em 27 Municípios de Santa Catarina. Até o momento, uma morte foi confirmada, além de 16 feridos, 848 desabrigados e 650 desalojados.

Rajadas de vento de até 100 km/h atingiram o Estado, e provocaram também tombamento de postes de energia, árvores e de caminhões, além de deixar milhares de casas destelhadas. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) entrou em contato com a Secretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina para saber mais sobre a situação e se solidarizar com os Municípios catarinenses.

Segundo informações obtidas pela entidade, os Municípios que mais sofreram danos foram Vargem Bonita, Catanduvas, Água Doce, Tangará e Ibicaré, onde rajadas de vento que provocaram destelhamento e destruição de edificações. Boletim informativo divulgado pela Defesa Civil Estadual, na manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, apresenta avaliação detalhada feita em campo, e conclui que os fenômenos ocorridos no Estado foram realmente tornados.

Deslocamento
Monitoramento meteorológico registrou a formação dos tornados em Água Doce e Irineópolis. A distância entre os Municípios é de 100 km. O órgão estadual informou ainda que ocorreu deslocamento de uma super célula, com características tornádicas, registrado um radar meteorológico. Segundo o Laboratório de Clima da Defesa Civil de Santa Catarina, o primeiro tornado fez um traçado em Água Doce, Ibicaré e Tangará.

O fenômeno também provocou micro explosões e chuva de granizo intensa, como registrado em Vargem Bonita, onde 80% dos telhados de residências foram danificados. Agentes da Defesa Civil têm atuando nas áreas atingidas com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Ações de resposta ao desastre buscam atender às vítimas e contabilizando os danos e prejuízos.

Estragos
Os trabalhos das equipes do governo do Estado seguem em apoio aos Municípios atingidos pelos tornados e pelas tempestades dos quais informaram os problemas causados:

- Destelhamento de casas e de vários estabelecimentos;
- Queda generalizada do abastecimento de energia elétrica;
- Alagamentos e deslizamentos de terra em alguns bairros e várias ruas;
- Queda de árvores e postes de energia, destruição e danificação de asfaltamento e calçadas;
- Acúmulo de lixos e entulhos;
- 4,5 mil casas danificadas;
- 55 edificações públicas danificadas;
- Uma pessoa morta e até o momento foram registrados 16 feridos, 830 pessoas desabrigadas e 197 desalojados.

Orientações CNM
A CNM acompanha os desastres decorrentes do excesso de chuvas em todo país, e dá dicas importantes a serem seguidas por todos gestores que, em situações de anormalidade, necessitem solicitar recursos financeiros à União para execução de obras emergenciais de recuperação e reconstrução das áreas destruídas e danificadas pelas chuvas.

Defesa civil RS

De acordo com a Lei 12.608/2012, que rege o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), nos casos de desastres naturais, é dever da União e dos Estados apoiarem os Municípios nas ações de buscas, socorro e assistência humanitária, monitoramento, prevenção, recuperação e reconstrução. Nessas situações, o Estado faz o decreto de anormalidade e inclui os Municípios, com objetivo de agilizar os trâmites legais do reconhecimento federal, para solicitar oficialmente o apoio financeiro da União para ações emergenciais.

Verba
No entanto, quando isso ocorre, o Estado solicita à União o repasse de recursos para execução das obras de reparação e reconstrução que ficará responsável pela descentralização dos recursos aos Municípios afetados.Assim, o governo estadual fica com a posse dos recursos e só os repassa aos Municípios, após apresentação de toda documentação exigida pelo sistema nacional, o que acaba comprometendo o caráter emergencial do repasse dos recursos.

A execução das obras de recuperação e reconstrução dos Municípios afetados fica parada e quem mais sofre com esses entraves é a população atingida.

Orientação
Diante do exposto, a CNM orienta os gestores locais que:

- Nas ocorrências de desastres naturais solicite a integração dos três Entes nas ações e socorro e assistência humanitária;
- Busque sempre o apoio técnico da União e do Estado na decretação e na avaliação dos danos e prejuízos causados por desastres naturais;
- Solicite o reconhecimento de anormalidade diretamente à União;
- Após o reconhecimento federal, oficialize diretamente à União a liberação de recursos financeiros para execução de obras emergenciais de defesa civil no município, peça apenas o apoio técnico do Estado no levantamento da documentação exigida pelo Sinpdec;
- Quando muitas cidades de um Estado forem afetadas por um desastre natural, evite a inclusão de seu Município na decretação Estadual de anormalidade, já que nestes casos, os recursos liberados pela União ficam centralizados no Governo do Estado.

Observatório
Deste modo, a Entidade vem realizando uma série de orientações aos Municípios afetados disponibilizadas em sua página principal, assim como o Observatório dos Desastres Naturais da CNM, também está sendo atualizado com todas informações referentes aos danos e prejuízos causados por este desastre que ocorreram em ambos Municípios.

Com o papel de auxiliar os Entes locais na gestão municipal e diante dos constantes desastres que afetam o Brasil devido às fortes chuvas, a Confederação disponibilizou o documento Municípios prevenidos e resilientes a desastres com recomendações aos gestores para o caso de situações de emergência ou calamidade.

Da Agência CNM de Notícias
Fotos: Defesas Civil de SC e do RS/Divulgação 


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