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09/07/2020
Defesa Civil alerta para risco de inundações em Municípios do Rio Grande do Sul
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta sobre o risco de chuvas que podem causar inundações no Estado. O órgão divulgou comunicado nesta quinta-feira, 9 de julho. Entre os Municípios vulneráveis estão Alvorada, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, Porto Alegre, São Leopoldo e Sapucaia do Sul. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanha a situação.
A Região Sul teve a passagem de mais um ciclone extratropical nos últimos dias, que, embora menos intenso do que o chamado ciclone bomba de 30 de junho, também causou estragos e afetou milhares de famílias, matando ao menos uma pessoa. Segundo levantamento da Defesa Civil estadual, 2.972 pessoas foram desalojadas ou tiveram de deixar suas casas temporariamente, mas tiveram alternativas e não precisaram de abrigos públicos. Já 1.175 desabrigados foram acolhidos em abrigos.
A morte registrada até agora, nas últimas chuvas, é de um homem de Caxias do Sul, localizada na serra gaúcha. Na terça-feira, 7, Geisson Máximo Vitz faleceu após sua casa ser atingida por pedras que se soltaram. A esposa e o filho estavam no local, mas sobreviveram. Ainda com informações da Defesa Civil estadual, permanece o risco de deslizamento em, pelo menos, 10 bairros de Caxias do Sul.
Rios Caí e Taquari
Após superar a marca de 14,4 metros, transbordando e alagando áreas ribeirinhas, as águas do Rio Caí começaram a baixar na manhã desta quinta, 9. De acordo com informações da prefeitura de São Sebastião do Caí, o nível do rio estava em 13,5 metros às 8 horas. No Município, 1.700 pessoas foram desalojadas e 160 estão em abrigos municipais.
Em Lajeado, a Defesa Civil registra 400 desalojados e 300 desabrigados. Na cidade, a cheia do Rio Taquari chegou a 27,39 metros. Segundo a gestão local, as primeiras casas são atingidas a um nível de 19,8 metros, e esta é a maior enchente da cidade em décadas.
Ciclone bomba
Em 30 de junho, a Região Sul foi afetada por outro ciclone extratropical, apelidado de ciclone bomba, que levou chuvas com granizo e ventos de até 120 km/h. Há registros de ao menos uma dezena de pessoas mortas na ocasião. O segundo fenômeno, portanto, ocorre menos de 10 dias depois, castigando a região e deixando os gestores em alerta. A CNM segue monitorando a Região e lamenta as mortes.
Da Agência CNM de Notícias, com informações da Agência Brasil
Foto: Fernando Mainardi/Sema-RS
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