
Notícias
12/11/2018
CNM lamenta tragédia ocorrida em Niterói, que vitimou 15 pessoas
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) lamenta profundamente o desastre ocorrido em Niterói (RJ), que atingiu oito casas e interditou 17 unidades habitacionais, no Morro da Boa Esperança, em Piratininga. A tragédia já vitimou 15 pessoas, inclusive três crianças e sete integrantes da mesma família. O presidente da CNM, Glademir Aroldi, se solidariza com as famílias enlutadas e volta a afirmar: “é preciso priorizar a segurança das populações que vivem em áreas suscetíveis a ocorrências de desastres naturais”.
Aroldi tem alertado para o impacto que tragédias como essa causam. Ele divulgou estudo da entidade sobre o tema, recentemente, mostrando números nacionais e regionais. “A prevenção a áreas frágeis não está sendo priorizada como deveria. A falta de prevenção causa prejuízos à economia, à sociedade e ao meio ambiente, já que a maioria dos desastres podem ser evitados", lembra Aroldi. Ele se emociona com a situação dramática em que se encontra a região.
Na madrugada de sábado, 10 de novembro, o deslizamento de um pedaço da encosta atingiu 22 famílias que vivem na região metropolitana do Rio de Janeiro. A Defesa Civil Municipal de Niterói disse que houve a ruptura de um maciço em uma área de preservação ambiental acima da comunidade da Boa Esperança. A região já havia registrado fortes chuvas, nos últimos dias, e o terreno estava úmido. Outras regiões também foram afetadas pelo fenômeno.
Chamadas
Entre quarta e sexta-feira, 7 a 9, a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) do Rio de Janeiro, havia registado 135 chamados. As principais ocorrências eram de imóveis com rachaduras e infiltrações, queda de muro, desabamento de estrutura, deslizamento de barreira, encosta ou talude e rolamento de pedra. A Defesa Civil Nacional tem acompanhando a situação, e uma equipe foi designada para vistoriar a área atingida em Niterói e para apoiar o Estado e o Município no levantamento dos danos.
O comandante do Corpo de Bombeiros e secretário de Estado de Defesa Civil, Roberto Robadey, disse que o Município estava em estágio de atenção e alerta, e as comunidades estavam avisadas da situação. No entanto, em coletiva de imprensa, o prefeito Rodrigo Neves afirmou que nenhum estudo indicava essa área como uma área de alto risco, apesar de inventário sobre área de riscos ter sido promovido, em 2012.
Apontamento
“Sirenes funcionam em Niterói desde 2013. Essa comunidade não tinha porque não estava com apontamentos de alto risco. E mesmo que tivesse sirene, ela não tocaria porque no dia da tragédia não estava chovendo”, explicou o prefeito. O presidente do Departamento de Recursos Minerais, Wilson Giozza, confirmou que o local da tragédia era uma área de baixa visibilidade de risco. Ele explicou: “houve um estudo para localização das sirenes e esse estudo apontou 42 áreas. Onde aconteceu o acidente era de difícil previsibilidade”.
Segundo moradores, a área chegou a ser interditada em 2010 após um deslizamento. Nesse ano, o Município registrou um deslizamento de terra, que atingiu a encosta do morro do Bumba e deixou 46 mortos e centenas de casas soterrando. Um ano depois, o Estado era, novamente, afetado por enchentes e deslizamentos de terras. Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim na Região Serrana e Areal na Região Centro-Sul foram as localidades mais afetadas. Foram contabilizadas 918 mortos e cerca de 30 mil desalojados e desabrigados.
Da Agência CNM de Notícias, com informações do G1 e da Defesa Civil municipal e Nacional
Notícias relacionadas


