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24/07/2017

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Ceará vive maior epidemia de doenças transmitidas por picadas de mosquitos em 30 anos

12052017 aedes portalbrasilO Estado do Ceará registra o pior cenário epidêmico de arboviroses - doenças transmitidas por picadas de mosquitos - desde 1987, ano em que o Estado registrou a primeira epidemia de dengue. Antes, a maior epidemia por arbovírus, em número de casos confirmados, havia ocorrido em 2011, quando a dengue contabilizou 56.818 ocorrências no território cearense. Agora, com reforços da chikungunya e da zika, o número de casos confirmados desse tipo de doença disparou para 64.597, conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde (Sesa).

No primeiro semestre deste ano, as três doenças levaram à notificação de 157.693 casos, que correspondem a uma taxa de incidência de 1.759,2 casos por 100 mil habitantes. Há casos suspeitos em 182 dos 184 dos Municípios cearenses, segundo a Sesa.

Ao se considerar apenas a dengue, a taxa de incidência é de 679,8 casos para cada 100 mil habitantes. O número representa duas vezes o parâmetro da Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera nível epidêmico quando uma cidade ou região tem mais de 300 casos da doença para cada 100 mil habitantes.

Boletim
No primeiro semestre de 2017, de acordo com o boletim da Sesa, 60.935 casos da dengue foram notificados no Estado; somente os Municípios Pires Ferreira e Salitre não tiveram ocorrências. De todas as notificações, 14.487 evoluíram para confirmação, até o momento. Além disso, houve 74 casos de dengue com sinais de alarme e oito óbitos pela forma grave da doença.

Há 32 anos circulando no Ceará, o vírus da dengue causou sete grandes epidemias nos anos de 1987, 1994, 2001, 2008, 2011, 2012 e 2015, segundo a Sesa, períodos em que foram isolados quatro dos cinco sorotipos da enfermidade. Desde 2015, o potencial transmissor do mosquito Aedes aegypti foi ampliado pela chegada dos vírus da chikungunya e da zika, que tornaram a população mais suscetível às novas infecções.

Casos
A chikungunya, com taxa de incidência atual de 1.051,3 casos por 100 mil habitantes, contabiliza 94.235 suspeitas no Estado em seis meses, quase o dobro das notificações de todo o ano passado. Além disso, em um semestre, 50.068 pessoas tiveram diagnóstico confirmado, contra 31.482 nos 12 meses de 2016 - aumento de 59%. Por outro lado, o número de mortes pela doença não mudou e continua em 43, a exemplo da semana epidemiológica anterior.

A zika, na contramão das outras duas arboviroses, tem sido mais discreta, com 2.523 casos suspeitos notificados, 402 confirmados e 1.009 descartados. Das pessoas contaminadas, 38 eram gestantes, e 18 delas contraíram a doença na fase aguda, entre o primeiro e o terceiro mês de gestação, quando há maior risco para o desenvolvimento dos bebês.

Capital
Em Fortaleza, no primeiro semestre deste ano, foram notificados 27.060 casos suspeitos de dengue, o que representa taxa de incidência de 353 casos por 100 mil habitantes. No total, 9.009 casos foram confirmados, além de quatro óbitos. Outras 23 mortes permanecem em investigação, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Já a chikungunya levou à notificação de 44.530 suspeitas, com taxa de incidência acumulada de 1.309,9 casos por 100 mil habitantes. No primeiro semestre, 33.691 casos da doença e 33 óbitos foram confirmados.

Agência CNM, com informações do Diário do Nordeste 


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