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08/10/2021
Agenda climática e desenvolvimento urbano: oportunidades para os Municípios, foi o tema do Bate-papo com a CNM
Pensar o desenvolvimento urbano aliado à agenda climática é um dos maiores desafios para os gestores municipais. Cerca de 85% da população brasileira vive em áreas urbanas, que por sua vez são as principais fontes de gases efeito estufa e que também sofrerão os maiores danos em consequência das mudanças do clima. Por isso, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) promoveu nesta sexta-feira, 8 de outubro, a transmissão do Bate-papo para debater o tema.
A analista técnica em planejamento territorial e habitação da CNM, Karla França, destacou que o foco é a qualidade de vida para quem vive nos Municípios. "É uma oportunidade e ao mesmo tempo um desafio para a gestão pública municipal. Quando nós estamos falando, sobretudo, de agenda climática e desenvolvimento urbano. Ou seja, uma dinâmica urbana, porém diversa, que requer da gestão pública local enormes desafios de se pensar desde legislação, gestão, como inserir tema de agenda urbana dentro, por exemplo, de normativos para que de fato traga uma melhoria para a população".
Os governos municipais têm autonomia para definir e implementar políticas públicas locais que contribuem direta ou indiretamente para frear a mudança do clima e seus impactos ambientais, econômicos e sociais. É o poder local que regula vários elementos que implicam nas emissões de gases de efeito estufa, como por exemplo, a implementação de restrições ambientais, a definição e implantação de áreas verdes, a realização de licenciamento ambiental local, transporte e mobilidade urbana, planejamento territorial, critérios da construção civil, gestão de resíduos sólidos, serviços públicos de energia e estímulos para os diferentes setores da economia.
A analista técnica em meio ambiente da CNM, Sofia Zagallo, ressaltou a importância de se pensar por vários aspectos essa demanda. "Os impactos das mudanças climáticas vão ser sentidos no território do Município. Pensando nisso e analisando o contexto das cidades brasileiras, se percebe um cenário de muita vulnerabilidade às mudanças climáticas. Se somado com a ocorrência de eventos extremos, com maior frequência de chuvas intensas, a possibilidade de alagamentos, desabamentos acontecerem, a cidade se torna um centro de potencializar esses riscos".
A coordenadora de apoio ao Serviço Nacional de Habitação do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), Marina Amorim, destacou os avanços de iniciativas de eficiência energética na política habitacional, programas de fontes mais sustentáveis para iluminação dos prédios públicos e materiais construtivos inteligentes; a fundadora do Mapiar Podcast e mestre em tecnologia da geoinformação, Talita Stael, destacou a importância das ferramentas de geoinformação para auxiliar a gestão local na gestão urbana para a gestão de risco e prevenção de desastres e o assessor técnico sênior da Agência de Cooperação Internacional Alemã (GIZ), Thomaz Ramalho, apresentou dados da cooperação internacional do Projeto Andus e as conexões de uma agenda climática que fortalece os planos diretores locais.
A CNM apoia os Municípios em uma agenda climática em prol do desenvolvimento urbano. Acesse as publicações aqui.
Confira o Bate-papo na íntegra e veja tudo o que foi discutido:
Da Agência CNM de Notícias
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