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09/11/2018

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Tragédia de Mariana completa três anos; CNM reforça a necessidade de ações preventivas

Gov. BrasilHá três ano e alguns dias, o Brasil registrava sua maior tragédia ambiental: o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), que destruiu os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu. O desastre também impactou outras comunidades, que até agora não conseguiram retornar à normalidade. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça a necessidade de ações preventivas e lembra, com pesar, do acidente que espalhou os rejeitos de minério de ferro – explorados pela empresa Samarco – que causou a destruição do meio-ambiente, contaminação do rio, do solo e um saldo de 19 mortos.

Ao todo, 39 Municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo foram afetados, o que representa 1,2 milhões de pessoas. “A tragédia de Mariana não será esquecida. O impacto negativo e os enormes prejuízos causados ainda provocam comoção nacional e grande repercussão nacional e internacional”, lamenta o presidente da CNM, Glademir Aroldi. Ele salienta que os Munícipios devem cobrar legalmente – dos responsáveis – para garantir o mínimo de reparo e para evitar que novos casos ocorram.

Só em de Bento Rodrigues, a lama tóxica soterrou as casas e deixou 620 pessoas desoladas. A lama também percorreu 853 km pelo leito do rio Doce, atingiu cidades ribeirinhas, causou escassez de água, provocou a morte de animais aquáticos e impactou no comércio e do turismo. Os dejetos se espalharam por um raio de 80 quilômetros, causou graves prejuízos à indústria local e deixou mais dois mil hectares de terras inundadas e inutilizadas para o plantio.

No entanto, a contaminação de parte do rio Doce e do oceano Atlântico seria triste o suficiente, juntamente com a demora para o pagamento das indenizações e para reconstrução das comunidades mais afetadas, para causar preocupação. Mas outros rompimentos de barragens, posteriormente, torna o cenário ainda mais dramático. Como o vazamento de rejeitos minerais na cidade de Barcarena (PA), ocorrido no início deste ano. O desastre também contaminou a região e espalhou alto índice de chumbo e outros metais em comunidades ribeirinhas.

Estudo
A CNM acompanhou e divulgou a tragédia e o desdobramento dela ao longo desses anos. Na semana de aniversário da tragédia, a entidade informa que tem preparado um estudo sobre a barragens em riscos, que será divulgado em breve. “É preciso prevenir e monitorar para que desastres como esse não ocorram mais”, alerta Aroldi. Para ele, ações preventivas podem evitar ocorrências tão graves, que promovem impactos econômicos, materiais, ambientais e humanos.

Outras informações sobre as barragens no Brasil estão disponibilizadas no Observatório dos Desastres Naturais, no site da CNM. Além disso, a entidade disponibiliza na Biblioteca publicações com orientações aos governos municipais de prevenção e enfrentamento aos desastres. Na página on-line é possível encontrar cartilhas, notas técnicas, estudos e pesquisas voltadas à sensibilização de gestores, de profissionais em proteção e defesa civil e da sociedade civil.

Por: Raquel Montalvão, com informações dos portais toda a matéria e G1
Foto: Gov. Brasil
Da Agência CNM de Notícias

 


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