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29/08/2019
Prefeita de Santa Rita do Tocantins relata ações para fortalecer agricultores e impulsionar o setor
Fortalecer os pequenos agricultores, retomar a piscicultura, desenvolver novas produções e abrir um mercado de comprados é a intenção da prefeita de Santa Rita do Tocantins (TO), Neila Moraes. Ela esteve na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta quinta-feira, 29 de agosto, e foi atendida pelas áreas institucional e de Desenvolvimento Rural. Na ocasião, contou o que tem feito para aumentar a capacidade de investimento.
"Temos um potencial muito grande e precisamos pensar grande, mas precisamos de um projeto muito sólido", disse a prefeita. Acompanhado do secretário de administração e planejamento, Jonne Azevedo, Neila está na capital federal em busca de soluções para a o agronegócio local, além de orientações sobre saúde e educação. Segundo ela, a gestão está completamente estruturada e a administração até consegue aplicar em algumas áreas, mas é pouco.
Os recursos são baixos, o Município é pequeno, mas o trabalho e as demandas são iguais a de uma cidade grande. A partir de tal constatação, a ideia da prefeita é reunir os pequenos produtores em cooperativa para viabilizar a comercialização dos produtos em toda a região, principalmente para os produtores de mandioca. A meta surgiu a partir da constatação de que os agricultores familiares produzem, mas não conseguem obter a mesma competitividade dos latifúndios.
Com base no cenário apresentado, o técnico da área de Desenvolvimento Rural da CNM, Osnir Rocha, sugeriu o convênio da prefeitura com a rede municipal de educação e de assistência social para que as escolas e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) deem preferência aos pequenos agricultores no processo de aquisição de alimentos. Atualmente, a norma prevê o mínimo de 30% da produção familiar à rede de ensino, mas esse porcentual pode ser maior, explicou.
Desafio
A localidade tem menos de três mil habitantes e economia baseada na produção agrícola e, por conta desse perfil demográfico, a prefeita santa ritense acredita que a única forma de promover desenvolvimento na região é impulsionando o agronegócio. Contudo, Neila sabe, que além de inovar os mecanismos e vencer a burocracia, terá de trabalhar para mudar a mentalidade dos produtores, para que eles possam ver o potencial que lhes é próprio.
“A gente tem de mudar a cultura dos nativos para que tenham uma outra visão”, salientou a gestora. Para isso, ela tem buscado parcerias, projetos e boas práticas para promover a capacitação dos agricultores. Ainda nesse entendimento, outro projeto prioritário de sua administração é reativar com o cultivo de peixe tilápia. O que não será muito difícil, uma vez que já se tem toda a estrutura para isso.
Situação
Ao ser perguntado o motivo de a atividade ter sido interrompida, o secretário afirmou acreditar que o problema foi o mesmo da plantação: “falta de escoamento, não ter para quem vender”. Azevedo identifica também a ausência de mão de obra especializada como motivo para a não continuidade da atividade. Mas, para Neila, a piscicultura é a maior potencialidade da região e será a grande geradora de riquezas por conta da política nacional de abertura comercial e de incentivo à exportação.
“O Estado tem potencial para ser o maior produtor de peixe do mundo, não só do Brasil”, disse a prefeita ao alertar: “quem investir nisso terá incentivo financeiro e mercado para exportação”. A dica do técnico da CNM, nesse aspecto, é para que a gestão tocantinense levante os motivos reais pelos quais a atividade foi interrompida e também busque parcerias com os frigoríficos do Município e da região para garantir a venda do pescado.
Congresso
Rocha aconselhou ainda que a gestão atual desenvolva um plano de ação para o setor para que essas iniciativas atuais sejam consolidadas. Ele aproveitou a vista da gestora e a convidou para o Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária, marcado entre os dias 5 e 7 de novembro, em Brasília. O evento é uma parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e a CNM.
Por Raquel Montalvão
Da Agência CNM de Notícias
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