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24/10/2017
Itanhaém (SP) ganha prêmio por inclusão do milho indígena na merenda escolar
O milho guarani ou Avaxi Ete’i preserva a qualidade especial de resistir geneticamente às sementes transgênicas produzidas e impostas ao Brasil. A inclusão desse tipo de milho e de outros produtos indígenas na merenda escolar foi incentivada pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), entre 2015 e 2016. Agora, em 2017, Itanhaém (SP) recebeu premiação por ter incluído o produto na merenda das escolas das aldeias indígenas Rio Branco e Tangará, por meio do Programa.
A Prefeitura paulista participou do Prêmio Josué de Castro de Combate à Fome e à Desnutrição do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Consea), do Governo do Estado. Criado para identificar, certificar, premiar e difundir iniciativas voltadas à formulação de soluções concretas para o combate à fome e a promoção da segurança alimentar e nutricional.
O projeto da Secretaria Municipal de Educação de adquirir o milho da própria tribo e fomentar o cultivo do milho Guarani nas aldeias de Itanhaém e dos Municípios vizinhos ficou em 1º lugar no prêmio. Produzido em um sistema agroflorestal, de acordo com o número de alunos e a disponibilidade de recurso destinado pelo programa, o milho guarani pode ser consumido cozido ou assado e também preparado em diversos pratos como beiju, pamonha, bolo e canjica.
Tradição
A segunda cidade mais antiga do Brasil promoveu a comercialização da produção rural indígena para a merenda escolar deste ano letivo. Conforme a tradição, o avaxí eteí só pode ser consumido pelo povo guarani, nas escolas com crianças das mesmas comunidades. Mas cerca de 40 famílias indígenas da região comercializam frutas, verduras e legumes em diversas feiras do Município. Os produtores têm o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf), que objetiva dar visibilidade e valorizar a produção vinculada à mão de obra familiar.
De acordo com a gestora municipal de Segurança Alimentar e Banco de Alimentos da Prefeitura, Luciana Melo, o trabalho realizado é diretamente relacionado com a segurança alimentar. “Essa proximidade se dá quando analisamos pelo lado da valorização e resgate alimentar. No Município, nós temos essas duas aldeias e sempre tivemos a preocupação de não conseguir incluir um alimento próprio deles, e oriundo da produção de um agricultor indígena na alimentação das crianças. ”
Demanda
De acordo com a gestora, a intensão desta safra é chegar a R$ 10 mil anuais para cada produtor, com a demanda de cerca de uma tonelada de produção. “Essa quantia é o que a gente pode projetar para abastecer essas duas escolas o ano inteiro com o milho”, explica.
O agricultor familiar, que vive na aldeia, Leonardo da Silva disse já ter trajetória com compras institucionais. Em 2015 ele comercializou verduras e legumes para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e, em 2016, para o Pnae.
Com informações do MDA
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