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14/05/2019

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Instituição acolhe mais de 600 migrantes e contribui com inserção no mercado de trabalho

14052019 migrantes venezuelanos ebcO desafio de promover o acolhimento humanitário e a inserção socioeconômica aos migrantes venezuelanos e de demais nacionalidades só será possível com a participação conjunta com o setor público, a sociedade, empresas, entidades e instituições. Nesta terça-feira, 14 de maio, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca o trabalho desenvolvido pela Cáritas Brasileira, entidade nacional que já recebeu 649 migrantes da Venezuela em cinco cidades brasileiras e no Distrito Federal desde o início do projeto de interiorização, em novembro do ano passado.

A Cáritas é uma entidade de promoção e de atuação social que trabalha na defesa dos direitos humanos, da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável solidário. Os venezuelanos atendidos pela instituição ficam abrigados nas denominadas casas de passagem, que estão espalhadas nas cidades do projeto. Nessas residências, geralmente alugadas, são oferecidos aos migrantes alguns itens de estrutura básica para moradia (cama, colchão, fogão, botijão, geladeira, filtro de água, materiais de limpeza e kits de higiene pessoal). A alimentação é fornecida por meio de doação feita pela Marinha do Brasil. O teto do tempo de acolhida nesses espaços é de cinco meses.

Existe ainda o trabalho de voluntários que auxiliam os migrantes na busca por um trabalho. A equipe colabora com o monitoramento de oportunidades de trabalho divulgadas pelas empresas. “A gente faz um mutirão. Algumas pessoas ficam com os currículos desses migrantes e estão atentas aos sites de trabalho e jornais sobre oportunidades de emprego. Eles fazem essa ponte entre os migrantes e as empresas. Mas os migrantes também, por conta própria, saem em busca de oportunidades. Quando conseguem, saem das casas de passagens e alugam suas casas por conta própria. As outras necessidades são atendidas por meio de campanhas”, explicou a coordenadora da Cáritas no Distrito Federal, Hildete Souza.

Oportunidades

Somente no Distrito Federal, dos 74 migrantes venezuelanos adultos, 42 foram inseridos no mercado de trabalho. Apesar de a proporção ser alta, a coordenadora explica que conseguir um emprego pode variar bastante em cada cidade por conta da situação econômica do Município e de outros fatores. “Infelizmente essa empregabilidade não é a realidade dos outros Municípios. Muitas cidades não conseguiram avançar muito”, destacou.

Por isso, reforçou a necessidade de engajamento de todos. “Esse trabalho precisa ser feito em mutirão. Essa parceria com a CNM e com os prefeitos de todo o Brasil é fundamental para ter essa sensibilidade. A gente precisa contar com o poder público, com as empresas e com a sociedade em geral e acabar com o preconceito de que os migrantes estão tomando o nosso espaço. O Brasil, nessa questão migratória, manda muito mais pessoas para fora do que recebe”, argumentou.

A interação entre os Municípios também foi defendida pelo assessor nacional para migração e refúgio da Cáritas, Wagner Cesario. “A participação da CNM com articulação nos Municípios nesse processo de integração é fundamental para que essa iniciativa tenha sucesso. Não é possível a gente trabalhar sem a participação das gestões municipais que oferecem proteção a essas pessoas de vulnerabilidade. A CNM já começa dando o exemplo, inserindo duas venezuelanas em sua sede para que elas possam ser integradas na sociedade”, considerou. 

Por: Allan Oliveira

Foto: EBC

Da Agência CNM de Notícias 

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