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16/05/2019

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Experiências do Paraná e Rio Grande do Norte mostram importância da integração

Divulgacao Aldeias InfantisCom um total de 763 venezuelanos acolhidos em oito Municípios do país, a Organização Não Governamental (ONG) Aldeias Infantis SOS teve experiências diversas, que podem servir de lição para gestores e outras instituições que estão participando ou pretendem participar do processo de acolhimento do governo federal.

Há uma semana, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) lançou a campanha Interiorização + Humana, com o objetivo de sensibilizar a população e orientar os gestores a aderir à causa. Por meio da Operação Acolhida, até abril deste ano, 5.872 migrantes foram levados de Roraima para outras cidades do país. Processo que apenas começou, já que diariamente novas famílias cruzam a fronteira em busca de segurança e condições mais dignas de vida e trabalho.

Segundo o gerente de Comunicação da Aldeias Infantis, Rodrigo Zavala, eles atuam, primeiro, com a articulação junto a prefeituras e secretarias. “Em especial, educação, saúde e assistência social, pois essa cooperação é fundamental para a qualidade de nossos projetos. Entre eles, o de apoio à emergência, como é o caso da interiorização de venezuelanos”, cita.

Cuidados
Isso porque, há 50 anos, a ONG realiza um trabalho de cuidado infantil, por meio do acolhimento, e do fortalecimento familiar, para prevenção ao abandono e à separação das crianças. Como a área técnica da Assistência Social da CNM alerta, os grupos vulneráveis merecem atenção especial da gestão municipal no processo de interiorização, para evitar agravamento da situação.

Goioere PR Divulgacao“É necessário promover a inclusão no Cadastro Único para programas federais e garantir o acesso aos serviços socioassistenciais, programas, projetos e benefícios no âmbito do Sistema Único de Assistência Social, o SUAS”, lista a consultora Rosângela Ribeiro. Na área de educação o tratamento também deve ser igualitário.

Do total de 763 venezuelanos acompanhados pela entidade, 339 são crianças e adolescentes, ou seja, têm até 18 anos. Desde ano passado, as cidades que receberam as famílias foram: Igarassu (PE), com 135 migrantes; Rio de Janeiro (RJ), com 101; Brasília (DF), com 116; João Pessoa (PB), com 118; Goioerê (PR), com 96; Porto Alegre (RS), com 87; São Paulo (SP), com 37; e Caicó (RN), com 73.

Trabalho e renda
Segundo o prefeito Robson de Araújo, de Caicó (RN), mais importante que a integração do Município com o governo federal para a Operação Acolhida, é a abordagem multisetorial e inserção social dos migrantes. “É interessante acolhê-los e dar funcionalidade, abrir espaço para encontrar os meios e possibilitar que eles mudem de vida de fato. É um processo lento e envolve mudança de cultura. Brasil é país continental e aqui no Nordeste, por exemplo, a realidade é diferente do Sul e Sudeste”, ressalvou.

Segundo o gestor, a adaptação está sendo até rápida e alguns venezuelanos já conseguiram emprego. Situação para a qual alerta o prefeito de Goioerê, no Paraná, Pedro Coelho. “Alguns que vieram têm até curso superior, mas nem todos se adaptaram ao nosso mercado de trabalho. Como tiveram uns que começaram a trabalhar, mas abandonaram a função, acabou gerando imagem negativa nos comércios e nas cooperativas”, lamenta.

Para evitar esse tipo de situação, a CNM orienta que seja realizado mapeamento, em apoio com as organizações religiosas e do terceiro setor, da formação técnica dos migrantes para conciliar com as demandas de trabalho locais. O investimento em cursos profissionalizantes também é uma alternativa e pode ser realizado, a exemplo do Município potiguar, em parceria com as organizações do Sistema S (Senai, Senac e Sebrae).

Por: Amanda Maia

Fotos: Prefeitura de Goioerê e Aldeias Infantis/Divulgação

Da Agência CNM de Notícias

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