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03/07/2021
Estudo com os danos causados por desastres em 2020 é detalhado durante Bate-Papo com a CNM
O estudo sobre os danos e prejuízos causados por desastres durante a pandemia em 2020 foi apresentado durante o Bate-Papo com a CNM desta sexta-feira, 2 de julho. Elaborado pela área de Defesa Civil da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o levantamento traz um panorama paralelo aos efeitos negativos causados pela maior crise sanitária já enfrentada pelos Municípios brasileiros decorrentes da Covid-19 e os demais desastres que continuaram a ocorrer em 2020.
Além da pandemia, no ano de 2020, os desastres naturais, como ciclones, tempestades, inundações, alagamentos, deslizamentos, secas e incêndios florestais, totalizaram R$ 62,5 bilhões em prejuízos, um crescimento de 68,5% em relação ao ano anterior. “Ano passado, além da crise da pandemia, tivemos muitos problemas com desastres, principalmente os causados pelas chuvas e secas. A seca foi extremamente severa. Além de ter afetado o nordeste, afetou a região Sul, que tiveram prejuízos bilionários”, completou o analista técnico em Defesa Civil da CNM, Johnny Amorim.
Entre os desastres, o excesso de chuvas deixou mais de 96.535 mil pessoas desabrigadas e 306.035 desalojadas. Sendo assim, somando todos os desastres que ocorreram em 2020, mais de 41 milhões de pessoas foram afetadas. “Todas as informações levantadas no estudo foram registradas no Sistema Integrado de Informações Sobre Desastres (S2ID), criado pela Defesa Civil Nacional. Por isso é importante que os gestores municipais enviem dados sempre atualizados”, lembrou Johnny.
Outros dados constantes no levantamento mostram que, em 2020, foram 13.065 decretos de Situação de Emergência (SE) e, desses, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional (Sedec/MDR) reconheceu 9.348, 3.432 estão sob análise e apenas 285 decretos não foram reconhecidos.
Coordenadoria de Defesa Civil Municipal
Situações de desastres causadas por chuvas, enchentes e alagamentos, por exemplo, podem ser melhoradas com a implementação de políticas públicas. “Os gestores ainda têm muita dificuldade em solicitar apoio ao governo federal. Há um abismos ainda sobre isso. No estudo mostra que o governo federal liberou mais de R$ 234 milhões. Já para prevenção, foram apenas R$ 200 mil destinados às localidades”, disse.
Os dados mostram que os Municípios gastam muito mais com ações de respostas. “Quando ocorre um desastre, a localidade é a única afetada. Ou seja, a resposta inicial é do prefeito, que vai ter que acionar as equipes como corpo de bombeiros e polícia militar local. O que acontece é que o Brasil, ainda, diferente de vários países, esperamos acontecer o desastre para depois dar a resposta”, reforça o analista técnico da CNM.
Entre os alertas que a entidade faz aos gestores municipais está o de se ter uma gestão antecipada nas ações de defesa civil. “Prefeitura, crie sua defesa civil local. Sabemos que isso gera custos para manter pessoal qualificado, locações, maquinário, mas o nosso apelo ao governo federal e aos Estados é que apoiem os Municípios na criação dos órgãos. Não adianta só o prefeito chegar e criar a defesa civil sem o devido apoio. A gente sabe que quando a defesa civil não funciona de maneira adequada, fica muito mais difícil o Município dar a devida resposta, além de fazer a mensuração dos danos e prejuízos, bem como solicitar o devido apoio”, finaliza Johnny. Confira como foi o Bate-Papo com a CNM:
Por: Lívia Villela
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