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16/05/2019
Com destaque para ações locais, programa Internacional de Cooperação Urbana ocorre na CNM
"Nosso objetivo é oportunizar que os gestores locais aprendam uns com os outros, que compartilhem ideias, soluções e parcerias e se engajem para trabalhar pela implementação da Nova Agenda Urbana". Com essa afirmação e com orientações gerais, o consultor internacional da Confederação Nacional de Municípios (CNM) Augusto Mathias iniciou as atividades do Programa Internacional de Cooperação Urbana, na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Os Municípios brasileiros foram representados pela integrante da diretoria da CNM e prefeita de Monteiro Lobato (SP), Daniela de Cássia.
Durante esta quinta e sexta-feira, 16 e 17 de maio, o workshop propõe debater o desenvolvimento das capacidades locais, as práticas de desenvolvimento sustentáveis e a inclusão da Agenda 2030. Na abertura, a prefeita paulista ressaltou a importância da cooperação internacional para o desenvolvimento das cidades brasileiras. “Estamos vivendo a era das cidades: das cidades inteligentes, das cidades humanas, das cidades resilientes, das cidades sustentáveis. Mas como será que estamos construindo essas cidades? Temos que repensar a nossas cidades, e isso é urgente”, afirmou Daniela.
O papel fundamental dos governos locais no enfrentamento às mudanças climáticas foi mencionado em diversas falas, inclusive do sênior especialista internacional da ONU-Habitat, Alan Grimard, que focou a importância do Brasil no debate internacional. Segundo ele, as cidades são altamente vulneráveis às alterações climáticas. Ele também reafirmou a necessidade de políticas de planejamento urbano e meio ambiente, para gerenciar as mudanças climáticas e promover respostas rápidas às catástrofes a fim de que as cidades sejam locais de inovação e eficiência.
Após destacar as dimensões territoriais brasileiras, o porcentual atual de ocupação do solo terrestre e a emissão de gases de efeito estufa, Grimard fez questão de mencionar que “o Brasil é o quinto maior país do mundo, em aérea, e também é quinto mais populoso do mundo. Em alguns anos, o Brasil também será o quinto país em termos de Produto Interno Bruto e isso significa muito sobre a importância do Brasil”, pontuou e completou: “a Amazônia é o maior ecossistema natural do mundo”.
Metas
A Nova Agenda Urbana representa o compromisso dos líderes mundiais de aumentar o uso de energia renovável, proporcionar um sistema de transporte mais ecológico e gerir de forma sustentável os recursos naturais. Elas foram estabelecidas pelos participantes da Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), realizada em Quito, no Equador, em 2016, e devem nortear a urbanização sustentável pelos próximos 20 anos. Já, a Agenda 2030 propõe 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas correspondentes, fruto do consenso obtido pelos delegados dos Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ao prestigiar o evento, a diretora do serviço de instrumentos de política externa da União Europeia, Hilde Hardeman, destacou que o espírito da mudança deve começar pelas administrações públicas locais. Ela falou da importância da CNM no desenvolvimento nas ações no país e na América Latina. Também reforçou a tendência mundial de urbanização das cidades, tornando ainda mais importante o trabalho em conjunto para o combate às mudanças climáticas e as ações de planejamento na resiliência das consequências geradas com isso. “Temos que construir um planeta em que se possa viver”, destacou.
Por Raquel Montalvão
Fotos: Ag. CNM e galeria AQUI
Da Agência CNM de Notícias
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