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01/06/2020
Com aumento do feminicídio, MMM reforça necessidade do enfrentamento à violência contra a mulher
O aumento do registro de casos de feminicídio durante a pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19) foi confirmado em estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) a pedido do Banco Mundial. Desenvolvido com intuito de verificar os níveis de violência doméstica, nos primeiros dias de isolamento social, o estudo mostra crescimento de 22,2%, entre março e abril, em relação ao mesmo período em 2019.
Diante dos novos números, o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) volta a reforçar a importância do enfrentamento da violência contra a mulher. O movimento alerta: é fundamental e urgente desenvolver políticas públicas voltadas à defesa das mulheres e iniciativa reais de combate a violência nos Municípios de pequeno, principalmente médio porte, de acordo com a realidade.
Ao analisar 12 Estados brasileiros, o trabalho indica que a medida de enfrentamento ao vírus provoca a convivência de mulheres vítimas de violência doméstica por mais tempo junto ao agressor. O ambiente compartilhado também dificulta a denúncia, o pedido de socorro e consequentemente, uma redução significativamente nas denúncias nos canais especializados, porém não corresponde ao crescimento dos casos de feminicídio.
Em São Paulo, por exemplo, o número de mulheres assassinadas quase que dobrou durante nos dois meses analisados. Desde o dia de publicação do decreto de fechamento de comércio, bares e restaurante no estado, 16 mulheres foram assassinadas dentro de casa, em 2019, no mesmo período, ocorreram nove casos de feminicídio. Até o dia 13 de abril, 55 mulheres foram assassinadas em casa, contra 48 em 2019 um aumento de 15%.
O secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, tem recomendado aos países a adoção de uma série de medidas para combater e prevenir a violência doméstica durante a pandemia. Dentre as propostas, destacam-se maiores investimentos em serviços de atendimento on-line, estabelecimento de serviços de alerta de emergência em farmácias e supermercados e criação de abrigos temporários para vítimas de violência de gênero.
Em parceria com a União Europeia, a CNM executou o projeto Mulheres Seguras e Municípios Livres de Violência contra a Mulher entre 2013 e 2016. O projeto objetivou transformar o território municipal em um espaço mais seguro para as mulheres. Impulsionando pelo êxito do projeto, a entidade criou o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) em 2017. O Guia de Reaplicação do projeto pode ser acessado na Biblioteca da CNM.
Da Agência CNM de Notícias, com informações do Fórum de Segurança e do Uol
Foto: Agência Brasil
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