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17/05/2019

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Cidade inteligente abre segundo dia do Programa Internacional de Cooperação Urbana

DSC 3102O início do segundo dia do Programa Internacional de Cooperação Urbana trouxe para o debate uma série de reflexões sobre as cidades inteligentes. O representante da Organização das Nações Unidas (ONU) Habitat, Daniel Montandon, iniciou a palestra explicando o conceito de smart cities. “Geralmente algumas ideias comuns estão relacionadas a cidades inteligentes. Associamos smart city ao fato da cidade lidar com a tecnologia da informação”, disse.

Mas, de acordo com Daniel, atualmente as cidades apresentam importantes soluções de mobilidade urbana sustentável que já sem enquadram como soluções inteligentes. “Por exemplo, o urbanismo tático, que é fortemente associado a ideia de cidade intelignete; o compartilhamento de carro ou de biclicleta, além de várias outras medidas de mobilidades que também são consideradas inteligentes”, ressaltou.

A eficiência energética, com substituição de lâmpadas comuns pelas de led, além de contribuir com a redução do consumo de uma energia poluente, também é medida considerada inteligente. Por outro lado, as soluções inteligentes, segundo Montandon, vão muito além daquilo que é possível de quantificar.

“A partir do momento que tenho aplicativo e um site muito bem estruturado, tenho uma comunicação muito próxima do cidadão. Temos vários exemplos de cidades que fizeram aplicativos e deu muito certo. Também temos uma inifinita participação do setor privado, envolvendo a iniciativa privada na prestação de serviços. Além, é claro, de uma maior transparência e eficiência na gestão pública. Inevitavelmente e positivamente a smart vai trazer desdobramento positivo em relação a isso”, finalizou.

Encerrando o primeiro painel da manhã, o consultor da Confederação Nacional de Municípios (CNM) Augusto Mathias falou sobre mecanismos e ferramentas em uma cidade inteligência. Em um dos pontos, o consultor reforçou que é necessário tirar a visão da população de que a cidade não pertence a eles. “Fizemos um trabalho para as crianças na cidade e perguntaram para as crianças de quem era a cidade. Eles responderam: é sua. Pra ver a imagem que têm”, disse.

Entre as alternativas de participação, Mathias citou pequenos exemplos, mas que estimulam a participação da população, podendo gerar execelentes resultados. “Tem de ter uma visão da comunidade. Fazemos um evento que tem papel na parede para as crianças desenharem as cidades que esperam. Temos árvores para colocar folhas dizendo o que acham, para você falar o que espera da cidade. Você faz um evento dessa forma e pega um monte de informação do povo e usa isso”, complementou.

O Programa Internacional de Cooperação Urbana é promovido pela União Europeia e ONU Habitat e tem realização na sede da CNM, em Brasília. Nesta sexta-feira, ainda serão debatidos temas como Experiências nas Cidades, Financiamento de Cidades Inteligentes, além de um trabalho em grupo que visa desenvolver agenda de cidades inteligentes.

Por: Lívia Villela
Foto: Victor Queiroz
Da Agência CNM de Notícias


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